• Bijuteria, a joia da crise

    Por que num tempo de crise, o fascínio pelo supérfluo ganha tanta prioridade quanto o essencial, a vaidade sendo saciada, ainda que isso corresponda ao empobrecimento da mesa?  A crise superlotou as ruas das grandes capitais brasileiras com camelôs que vendem de tudo ou quase tudo, desde relógios digitais (o tempo descartável) a inúmeras formas de utensílios e quinquilharias, consolidando o “salve-se quem puder”

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  • Leila Diniz, foto de David Drew Zingg

    Toda mulher é meio Leila Diniz*

    1969 – Hermelina, Hermé para os mais chegados, casou virgem. Impaciente, ela aguarda seu marido no sofá da sala com o jantar servido na mesa, levanta, desliga a TV e volta a se sentar com o abusado hebdomadário Pasquim nas mãos. Na capa, a foto da atriz da última novela que assistiu com uma toalha na cabeça. Hermé lê a entrevista da atriz,

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  • O poema de Jack Kerouac para Charlie Parker

    Apaixonado pelo bebop, ritmo criado pelo revolucionário Charlie ‘Bird’ Parker e sua turma nos anos 40, o escritor Jack Kerouac homenageou seu ídolo com a gravação musicada do poema ‘Charlie Parker’ em 1957. Na gravação, Kerouac declama o poema acompanhado no piano por Steve Allen. Em 1959, o escritor reuniu esse poema a outros no disco Poetry for the Beat Generation. A galera

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  • 8 de março dia da mulher

    Com o desejo na alma

    As tigresas estão à solta. Com o olhar carregado da mais sutil sedução e os lábios pintados com luminosidade de néon, elas atravessam as vitrines da cidade. Cabelos esvoaçantes sob o sol do anúncio do verão, a provocação caminha com elas. Unhas de gata, sem nenhuma ameaça, o tempo parece estar sob o seu inteiro dispor. O imaginário da mulher contemporânea não envolve

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  • 4 de março goldman sachs foto 1

    Goldman Sachs e o fanatismo pelo Deus Dinheiro

    Em recente entrevista, o filósofo italiano Giorgio Agamben afirmou que “Deus não morreu, ele se tornou dinheiro”. A sacada de Agamben não saiu de minha cabeça enquanto assistia ao documentário “Goldman Sachs, o banco que dirige o mundo” de Jérôme Fritel e Marc Roche. O filme narra como o banco de investimentos Goldman Sachs mistura-se às engrenagens dos Estados nacionais como um parasita

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