• jango e kennedy 1963

    O renascimento do Jango antropofágico

    Em Jango uma tragedya, texto teatral de Glauber Rocha de 1974, Jango é devorado pelo povo em ritual antropofágico no carnaval depois de sua morte. O delírio de Glauber embute o desejo do renascimento de um novo Jango, de corpo fechado para enfrentar os Antonios das Mortes, jagunço icônico do cineasta, que o derrubaram nos idos de 1964, e continuam à espreita. Para entender nossa

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  • brasília thomaz farkas

    Brasília não tem culpa

    Nascida da obstinação de JK em transferir a capital do Brasil para o planalto central em busca de maior integração nacional, Brasília foi inaugurada por ele em 21 de abril de 1960. A cidade de Brasília não tem culpa das negociatas que certos políticos, funcionários públicos e empresários aprontam nos corredores e salas fechadas de alguns de seus prédios, por isso vale relembrar

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  • Tiradentes, por Darcy Ribeiro

    “A sedição [Inconfidência Mineira] surge, porém, na própria classe alta, de que se destaca uma elite letrada que propõe formular e pôr em execução um projeto alternativo ao colonial de reordenação de sua sociedade. Trata-se do mais ousado dos projetos libertários da história colonial brasileira, uma vez que previa estruturar uma república de molde norte-americano que aboliria a escravidão, decretaria a liberdade de

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  • zeka sixx

    Só é literatura quando incomoda

    Como escritora, editora e, principalmente, leitora, tenho observado um fenômeno desconcertante acometer a literatura nacional: o processo de politização obediente dos novos escritores brasileiros. Muitas vezes tenho a impressão de que a nossa produção literária cortou o cabelo, fez a barba, colocou sapatos de couro, terno, gravata, e agora é o genro que mamãe pediu a Deus. E, sabem: isso me incomoda. Profundamente. Porque,

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  • Nossas veias ainda não cicatrizaram

    Perdemos o escritor uruguaio Eduardo Galeano. Ele morreu hoje pela manhã em hospital de Montevidéu aos 74 anos. Galeano é, junto com o brasileiro Darcy Ribeiro, daqueles poucos intelectuais que nos clareiam o caminho no entendimento de nossas mazelas, latinos do hemisfério sul. Cabe a nós buscarmos as saídas com a ajuda deles. Nesse momento, mais do que nunca. Inevitável dizer que seu

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  • billie holiday 1958

    Sem mais frutas estranhas

    Nos anos 30, o professor e poeta Abel Meeropol lecionava na Dewitt Clinton High School em Nova Iorque e não conseguia esquecer a foto de Thomas Shipp e Abram Smith, dois jovens negros linchados e dependurados em uma árvore no estado de Indiana. Com a imagem na cabeça, Meeropol escreveu o poema “Strange Fruit”, que foi publicado no jornal do colégio. Anos mais

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