50 anos do golpe militar: Instituto Moreira Salles revive o clima cultural de 64

O Instituto Moreira Salles (IMS) do Rio de Janeiro dedica boa parte de sua programação deste ano a eventos relacionados ao clima cultural de 1964, ano do golpe militar, que completa 50 anos no próximo mês. O projeto denominado Em 1964 conta com uma exposição que faz o visitante reviver o momento do golpe militar de 1964.

Com base em seu extenso arquivo fotográfico e documental, o instituto criou um site especialmente para o evento, acesse! Imagens, textos e crônicas, trechos de filmes, depoimentos da época, entre outros, e mais material produzido hoje completarão a experiência numa espécie de túnel do tempo para o ano do golpe.

Nara Leão no Teatro Opinião (fonte: Instituto Moreira Salles)
Nara Leão no Teatro Opinião (fonte: Instituto Moreira Salles)

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Em 1964 propõe uma imersão neste momento decisivo para o país a partir do ponto de vista de artistas e intelectuais cujos acervos estão sob a guarda do IMS ou que têm vínculos diretos com suas atividades.

O instituto irá organizar outros shows ao longo do ano (um deles dedicado à obra de Baden Powell), além de debates e encontros. Como parte do evento, o instituto pretende lançar em março o DVD do filme Cabra Marcado Para Morrer, de Eduardo Coutinho (1933-2014), com material inédito produzido pelo documentarista nos últimos anos.


Serviço Em 1964
Instituto Moreira Salles (Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea).
Entrada franca.
Visitação de terça a domingo, das 11h às 20h.
Até novembro de 2014.

One Comment

  1. jacqueline moreno 07/03/2019

    Bom dia!
    Sou Jacqueline Moreno e moro em Salvador. Vi a exposição sobre a Ditadura 1964 no IMS Instituto Moreira Sales no Rio de Janeiro e parabenizo pelo feito Foi a melhor instalação e o mais completo acervo que vivenciei sobre tão importante e urgente tema. Em tempos de autocracia, ondas de polarização, quebras das reservas institucionais, aminésia histórica e naconalismo deslavado, mundo de pósverdade, precisamos rememorar esse triste capítulo da nossa desafiadora trajetória democrática.
    Solicito portanto o retorno da exposição com ampla divulgação.
    A arte é atemporal e tem o poder de nos trasnportar para o nosso estado crítico de direito.
    Aguardo retorno desta solicitação que certamente é uma espécie de eco de muitas vozes brasileiras que dizem alto e em bom som #ditaturanuncamais
    Abraços de cidadania e esperança em melhores dia
    Jacqueline Moreno

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