• Fonseca romântico

    Garoto idiossincrático esse José. Do mundo dos livros tira o alimento para sua realidade. A Paris de vielas estreitas transforma-se no mundo ‘real’ em que vive seus primeiros oito anos de vida, a lembrança da rotina na pequena e ‘irreal’ cidade mineira é nebulosa e episódica. Em tenra idade, lá pelos 9, já no Rio de Janeiro, José começa a deliciar-se com o

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  • Farra muito doida por Fausto Wolff

    (…) Como é bom, Entre o tanto e o que jamais Chegou a existir, Estar aqui. Quase terra, quase pranto, quase nada. Ser e existir assim desse jeito camarada Que abraça o tudo e o nada. Não dá pé (…) Estás no meio da onda, Companheiro. E é aí, Entre a escuridão e o sol, Que as coisas se explicam. Entre a atração

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  • Aperceba-se

    “É para o mundo exterior, que abrimos os olhos todas as manhãs, é nele que, de bom ou mau grado, temos de procurar viver. No mundo interior, não há trabalho nem monotonia. Visitamo-lo apenas em sonhos e devaneios, e sua singularidade é tal que nunca encontramos o mesmo mundo em duas ocasiões sucessivas” Aldous Huxley in As portas da percepção  

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  • O presente burocrático

    Papai Noel sentado no meio da Paulista, árvore gigante no Ibirapuera, o contagiante e irritante espírito natalino aportou em Sampa. Molharam o Gizmo. A lista de caixinhas multiplica-se como gremlins, do entregador de jornal, dos funcionários do prédio, do estacionamento, dos lixeiros, algumas de origem insólita. Distribuição de renda by Santa Claus. Todos ganham um por fora. Pelos quatro cantos, a pergunta que

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  • João do Rio e o jornalismo

    “Para ser jornalista, em qualquer parte do mundo civilizado, é preciso ter vocação e prática. Já se dispensa o bom senso, como se dispensa o estilo e a impertinente gramática. Aqui não há estilo, não há gramática, não há prática, não há bom senso, não há vocação. Um pequeno estudante, naturalmente poeta, tem uma crise monetária. A revisão incomoda-o. É difícil emendar o

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  • O monstro Mercado

    Mercado vive há décadas nos esgotos de Wall Street. Alimenta-se diariamente de esperança e miséria. Durante um mês por ano, passa férias no parque construído especialmente para seu descanso nas Ilhas Cayman. Dentro de seu duro coração, há espaço para saudades de aliados de primeira hora como a família Bush e Margaret Thatcher. Época em que ele escalava tranqüilo as torres do WTC

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  • O movimento punk nunca há de morrer

    Com edição nervosa, o documentário Botinada, a origem do punk no Brasil, com direção da ex-cara roqueira da MTV, Gastão Moreira, relembra as histórias e tretas do punk no final dos anos 70 e início dos 80. O início já surpreende. Abrem-se as cortinas com frase de Chico Buarque (isso mesmo!), o ícone da MPB soltou na época: “se o punk é o

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  • Curtas na curva

    Mico ano II? Depois do papelão do SWU no ano passado com Zack de la Rocha do Rage mudo por minutos em pleno palco e o público tratado como gado sem capim/comida no meio do mato/plateia (leia http://tinyurl.com/8ybw9s7), o ECAD (vá lá, entidade não muito confiável) afirma que a produtora responsável pelo SWU deve mais de 1 milhão de reais de direitos autorais

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  • Estudante tem mais que protestar

    Maconha expande sua mente. Mantra usado e abusado durante 40 anos por muitos. Após a almejada e nem sempre alcançada expansão, a mente deve  buscar objetivos senão claros, a concretude de sonhos e desejos. Ou, ao menos, trazer para o cotidiano comportamentos ou temas fora da ordem estabelecida nos campos da cultura, política ou no combate a preconceitos, hipocrisias.   Quando o objetivo

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