• museu nacional

    Museu, memória e patrimônio

    Originário do ato de colecionar e preservar, os museus chegaram ao século XXI como instituições indispensáveis à vida e à memória das comunidades, pelo menos em teoria. Inseridos na vida das cidades e amparados por políticas públicas de cultura, muito bem argumentadas no papel, mas sem atrativos para atrair o grande público que prefere o espetáculo dos shoppings ou o paraíso dos templos

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  • A cultura e o planejamento da cidade

    por Almandrade A produção cultural e o planejamento urbano que presenciamos e consumimos refletem a época de políticos, burocratas e empresários à frente dos destinos da cidade. Se o planejamento foi levado à condição de aspirina para resolver um mal incurável (a desordem urbana), a cultura foi transformada em divertimento descartável para uma população urbana que corre desesperada atrás de um momento de

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  • O fim da arte (como meio de conhecimento)

    por Almandrade Não temos a capacidade de destilar em palavras as experiências visuais que fazem o belo repousar naquilo que é apreendido pelo olhar. Uma obra de arte é tudo que ela contém: forma, textura, cor, linhas, conceitos, relações etc. É aquilo que se vê, e o que se diz não corresponde exatamente ao que se vê. Não representa nada como imagem de outra

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  • Pablo Picasso

    Duas revoluções na arte ocidental

    por Almandrade 1 – Les Demoiselles D’Avignon de Pablo Picasso (1907) – 110 ANOS Uma das transformações mais radicais na arte ocidental do século XX, tem como paradigma o quadro LES DEMOISELLES D’AVIGNON de Pablo Picasso, concluído em 1907. Era uma espécie de manifesto ou plano piloto do espaço multifacetado cubista. Braque  se assustou quando viu o quadro, mas logo em seguida foi influenciado por

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  • A irrealidade da arte contemporânea

    por Almandrade “A crise não afeta apenas a arte contemporânea, mas também a produção de novas obras de arte: se a arte não continuar, tudo aquilo que resta da arte do passado e que constitui ainda hoje uma parte notável do ambiente material da vida, perderá todo o valor e acabará por ser abandonado e destruído” Giulio Carlo Argan Todo trabalho cultural requer

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  • O museu e a arte contemporânea

    por Almandrade Na arte contemporânea não existem limites estabelecidos para a invenção da obra, embora nem tudo em nome da liberdade, sem critérios e sem o risco de referências, a transgressão sem saber de que, divulgado como arte, é arte. Com o deslocamento dos suportes tradicionais, a exemplo da pintura e da escultura para outras opções estéticas ou experiências artísticas em processo, com

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  • arte mercadoria

    Cultura dos editais: o remédio amargo dos artistas

    por Almandrade O artista que passa o tempo recluso na solidão do atelier, trabalhando, desenvolvendo sua experiência estética, como um operário da linguagem e do pensamento, está em extinção. É coisa de museu. Ou melhor, é raridade nos museus de arte, hoje em dia, que estão deixando de ser instituições de referência da memória para servir de cenários para legitimação do espetáculo. Às

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  • crise cultural

    A crise da Cultura

    por Almandrade Nunca se falou tanto em política cultural como nos últimos anos nesse País: conferências, conselhos, encontros, inventaram até economia criativa, no entanto, a cultura vive uma recessão e a ética, a cidadania e a educação escorrem pelo ralo. De um lado, as leis de incentivo e os editais, e do outro o entretenimento e a festa como alvos. As linguagens artísticas,

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  • O país da Política

    por Almandrade À medida que o mundo envelhece, o homem deveria aprender a resolver, de forma mais confortável, sua relação com a natureza e com os valores éticos e estéticos. Ao contrário, chegamos ao século XXI, sujando as cidades, adulterando o meio ambiente enquanto a política comercializa votos e apoios como se a vida fosse uma ficção pobre de imaginação. Mas o pior

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