• A morte de Marielle e outras mortes

    por Marceu Vieira Quando eu era criança, lá em Morro Agudo, sempre que alguém era assassinado, e volta e meia isso acontecia, a mãe da gente limitava ao quintal de casa a área pra criançada brincar. A rua, o campinho, o beco, tudo mais além do portão se tornava zona de grande perigo, segundo elas. Até que o medo se dissipasse, a vida

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  • Brizola: “julgamento de Lula foi um teatro”

    por Marceu Vieira Em nova alucinação, o cronista digital voltou a entrevistar sua lembrança de Leonel Brizola – desta vez, no dia da condenação de Lula em segunda instância.  Governador, daí onde está agora, o senhor acompanhou o julgamento do Lula? Sim, Romeu. Eu, de cá onde estou, a tudo assisto e tudo ouço. Vi tudo isso com grande apreensão e tristeza. Francamente, sinto

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  • O Rio de Tarso de Castro

    por Marceu Vieira Quem é torcedor de futebol conhece aquele sentimento de vergonha do próprio time depois de um vexame. Não é uma vergonha qualquer. É diferente. Torcedor de futebol, em geral, sabe a diferença entre perder e dar vexame. Vexame é vexame. Não é a mesma coisa. Uma goleada de 7 a 1 numa Copa do Mundo em casa, por exemplo. Pois é com este

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  • A guerra

    por Marceu Vieira Uma notícia curtinha, veiculada sem destaque por alguns sites na quarta-feira 13 de setembro, e ignorada pelos jornais do dia seguinte, deu conta da paralisação pela Justiça da operação da Usina de Belo Monte, na Amazônia paraense. Com os olhos da grande imprensa todos voltados pro depoimento do Lula ao juiz Sérgio Moro, em Curitiba, a decisão tomada pelo Tribunal Regional Federal

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  • Segundamente

    por Marceu Vieira Desde a descoberta do fogo, a História do mundo mostra que há acontecimentos impossíveis de se evitar. Aqui, no Brasil, um foi a Independência – por mais fajuta que tenha sido. A Proclamação da República, golpe inaugural dos militares, foi outra. A Abolição da Escravatura, mais uma. Houve ainda a Revolução de 1930, o Estado Novo, a volta de Getúlio Vargas,

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  • brasil que sonhamos

    Era uma vez o país que eu sonhava

    por Marceu Vieira No país que eu sonhava, vigorava o sistema monarquista parlamentar. O rei era Dom Pedro II, sujeito bom e digno, carioca de nascimento, homem público maior, um cara justo, monarca que, na vida real, alheia ao meu sonho, havia sido uma das maiores vítimas dos seres abjetos da política no Brasil. Eles, os seres abjetos da política no Brasil, sempre

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  • Brizola: “eu tirei o dó da minha viola“

    por Marceu Vieira O cronista digital, nas suas viagens diante do teclado, foi surpreendido por um novo encontro com a lembrança de Leonel Brizola, desta vez interessado em falar da morte de dona Marisa Letícia, da prisão do ex-bilionário Eike Batista, da nomeação de Moreira Franco como secretário-geral de Temer, da reeleição de Rodrigo Maia à Presidência da Câmara, da escolha de Eunício

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  • Elis, o meu coração e a PEC do Temer

    por Marceu Vieira Meu coração é velho. Mais do que eu. Por isso, depois de ler tanta coisa e de assistir a tantos comentários de economistas e analistas sabidos na TV sobre o congelamento dos gastos públicos e a reforma da Previdência, entrei num cinema da Praia de Botafogo, onde a Baía de Guanabara é mais agredida e também mais generosa, pra tentar

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  • garotinho-preso

    Independência ou golpe!

    por Marceu Vieira  Como muitos amigos que se posicionaram no Twitter ou no Facebook, ou nas conversas da vida real no botequim, eu também não comemorei nem achei engraçada a cena do Garotinho se debatendo numa maca de hospital público, resistindo a entrar na ambulância rumo ao presídio Bangu 8, enquanto a filha Clarissa, desesperada, gritava: “Meu pai não é bandido! Meu pai

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  • leonel brizola impeachment dilma

    Brizola volta a falar do calvário de Dilma e do impeachment

    por Marceu Vieira  Ao assistir à inquisição de Dilma no Senado, o cronista digital teve uma nova alucinação e revisitou o baú de lembranças do seu tempo de repórter político. Mais uma vez, surgiu diante dele a memória de Leonel Brizola, e o cronista arrancou do velho trabalhista gaúcho o que ele pensa do martírio e da paixão da presidente em sua crucificação

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  • eduardo suplicy desapropriação

    A prisão de Suplicy, o fim do Ocupa Minc e o tempo de ódio

    por Marceu Vieira A prisão do ex-senador Eduardo Suplicy pela PM de São Paulo e o fim do protesto Ocupa MinC, no Rio, pela Polícia Federal, deram a este cronista digital, na manhã de ontem, a certeza de que o Brasil vive um tempo comprido de ódio e desesperança. Um tempo que, pelo jeito, deve ainda demorar a acabar. Suplicy participava de um

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  • brizola impeachment dilma

    Brizola ‘fala’ do pedido de impeachment de Dilma

    por Marceu Vieira O cronista digital revisitou o arquivo particular do tempo em que atuava como repórter político, sobretudo no “Jornal do Brasil”, e, levado por uma alucinação, reentrevistou Leonel Brizola (1922-2004), o velho trabalhista gaúcho, governador do Rio Grande do Sul uma vez, do Rio de Janeiro duas. No armário reaberto de sua memória, Brizola disse a ele o que pensa do

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