• modelo Vanessa de Freitas Jorge

    A modelo negra da capa de revista

    por Urariano Mota  Vanessa de Freitas Jorge é mais conhecida pelo nome de Malana. Ela é negra, elegante, linda e simples como não se vê em uma só modelo. Nem é preciso lembrar para ela antecedentes ilustres como a bela Dorotéia, de quem Baudelaire dizia que caminhava balançando com indolência o torso tão fino sobre as ancas tão largas, com a cabeça delicada e

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  • Segundamente

    por Marceu Vieira Desde a descoberta do fogo, a História do mundo mostra que há acontecimentos impossíveis de se evitar. Aqui, no Brasil, um foi a Independência – por mais fajuta que tenha sido. A Proclamação da República, golpe inaugural dos militares, foi outra. A Abolição da Escravatura, mais uma. Houve ainda a Revolução de 1930, o Estado Novo, a volta de Getúlio Vargas,

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  • Como ensinar literatura

    por Urariano Mota Vocês perdoem, por favor, o título pretensioso. Por isso, corrijo um pouco. Deveria ter escrito “Como ensinar literatura para alunos colegiais”. Mas isso ainda é muito. Então esclareço desde já: tentarei escrever alguma coisa sobre a minha experiência com literatura para estudantes. E passo a anotar duas ou três coisas. Em minhas – na falta de melhor nome – aulas,

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  • dia do índio

    Sobre o Dia do Índio

    por Elaine Tavares Discurso em atividade promovida pelo vereador Renato da Farmácia, do PSOL, e que contou com a participação de Cris Tupã e Marcos Karaí, da etnia Guarani: Aceitei falar hoje aqui na seguinte condição. Primeiro, como uma descendente do povo Charrua, da Banda Oriental, que vicejou junto às duas margens do Rio Uruguai, tanto no lado uruguaio quanto brasileiro. E segundo

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  • Gandhi era racista? Forçava garotas a dormir nuas com ele?

    por Leandro Uchoas Há cerca de um ano e meio, um texto circulou amplamente na internet. De autoria do indiano Mayukh Sen no site Broadly, e reproduzido no Brasil pelo Vice, o artigo versava sobre o principal líder da independência da Índia, Mahatma Gandhi. Como eu estudo a vida e a mensagem de Gandhi há anos, e vivi naquele país estudando seu pensamento na universidade

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  • brasil que sonhamos

    Era uma vez o país que eu sonhava

    por Marceu Vieira No país que eu sonhava, vigorava o sistema monarquista parlamentar. O rei era Dom Pedro II, sujeito bom e digno, carioca de nascimento, homem público maior, um cara justo, monarca que, na vida real, alheia ao meu sonho, havia sido uma das maiores vítimas dos seres abjetos da política no Brasil. Eles, os seres abjetos da política no Brasil, sempre

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  • O desabafo de um paulistano

    por Otávio de Carvalho Sou um paulistano dos tempos de ir de bike de Moema ao Ibirapuera quase toda tarde. Considero essa cidade minha também, mas não vejo há tempos o cidadão paulistano com a empatia de outrora, a que devia ter pelos meus conterrâneos. Talvez porque uma avó seja do Pará e a outra gaúcha, sempre me vi como brasileiro e ponto.

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  • Brizola: “eu tirei o dó da minha viola“

    por Marceu Vieira O cronista digital, nas suas viagens diante do teclado, foi surpreendido por um novo encontro com a lembrança de Leonel Brizola, desta vez interessado em falar da morte de dona Marisa Letícia, da prisão do ex-bilionário Eike Batista, da nomeação de Moreira Franco como secretário-geral de Temer, da reeleição de Rodrigo Maia à Presidência da Câmara, da escolha de Eunício

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  • Marisa Letícia

    por Frei Betto Se havia uma mulher que não pode ser considerada mero adereço do marido era Marisa Letícia Lula da Silva. Conta a fábula que, tendo sido coroado, o rei nomeou para o palácio um lenhador que, na infância, fora seu companheiro de passeios pelo bosque. Surpreso, o pobre homem escusou-se frente à tão inesperada deferência, alegando que mal sabia ler e não

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  • futuro 2017

    O futuro neste ano que se inicia

    por Urariano Mota Houve um tempo em que o futuro era a paz idílica, sentimental, onde todas as feras passeavam ao lado de mansas ovelhas. Esse futuro passou. Houve um tempo em que o amor era a resposta certa para toda baixeza humana. Passou. Houve um tempo ainda em que a simples visão da flor, da orquídea, da cornucópia de pétalas nos jardins,

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  • Elis, o meu coração e a PEC do Temer

    por Marceu Vieira Meu coração é velho. Mais do que eu. Por isso, depois de ler tanta coisa e de assistir a tantos comentários de economistas e analistas sabidos na TV sobre o congelamento dos gastos públicos e a reforma da Previdência, entrei num cinema da Praia de Botafogo, onde a Baía de Guanabara é mais agredida e também mais generosa, pra tentar

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  • O medo governa

    por Frei Betto Neste mundo desprovido de utopia, senso histórico e confiança na representatividade política, o medo ocupa cada vez mais espaço. As forças conservadoras nos incutem tal insegurança que, como cordeiros a serem tosquiados, aceitamos trocar a liberdade pela segurança. Deixamos de melhorar a nossa qualidade de vida ou fazer uma viagem de lazer para manter intocado o dinheiro no banco. Temos

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  • imprensa alternativa

    Os meios alternativos no Brasil

    por Elaine Tavares Antes de falar dos meios alternativos – que eu prefiro tratar de independentes, comunitários ou populares –  é preciso pontuar alguns elementos referente aos meios de comunicação que dispomos na chamada mídia corporativa ou comercial. Isso é importante para entendermos a ideia de alternativa. Seríamos nós uma alternativa a quê? Do ponto de vista do sistema capitalista que rege o mundo

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  • ocupauniversidade

    Por que ocupar a universidade?

    por Elaine Tavares A mídia comercial não diz, mas são mais de 180 universidades ocupadas no Brasil. Isso, por si só, já é uma notícia estarrecedora. Ainda assim, nem o Fantástico, nem os programas da Record ou da Band discutem o tema. Nenhuma novidade. A mídia corporativa é o braço ideológico armado do sistema. E ao sistema interessa que a opinião pública não

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  • eduardo cunha prisão

    Agonia e queda de Eduardo Cunha

    por Urariano Mota Em que ponto da vida Eduardo Cunha se perdeu? Para o gozo da altura que desfrutou, quando era o substituto, e mais adiante seria o presidente da república, devemos perguntar: em que ponto do poder ele saiu da curva? Se olharmos para a sua biografia, que se tornou uma ficha criminal, no começo vemos só indícios do grande furto que

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  • cronica contra intolerância

    Eu cresci na 28, em meio às putas

    por Elaine Tavares A rua 28, em Uruguaiana, na Banda Oriental, hoje parte do Rio Grande, é mítica. Ali, eu passei a minha meninice. Morávamos então na casa do meu avô Dionísio. Ele tinha um bar, bem na esquina em frente ao bebedouro, e do lado do Instituto Rio-grandense do Arroz. No entroncamento das ruas passava o trilho do trem e nossa diversão

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  • crise política

    Enquanto isso, na realidade paralela do planalto central

    por Fernando do Valle No mundo paralelo projetado por conhecido arquiteto comunista, a presidenta eleita há cerca de dois anos está sendo defenestrada pelas vossas excelências. Entre elas difícil encontrar qualidades que se aproximem de excelentes ou ilustres, com certa benevolência talvez encontremos algumas boas intenções, mas não nos esqueçamos do popular ditado. Crime ainda não foi provado contra tal presidenta, mas a

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  • olimpíadas rio

    Emoções olímpicas

    por Guilherme Scalzilli A simultaneidade abrangente da televisão diminui o fascínio grandioso da experiência nos Jogos Olímpicos, mas a presença nas competições impossibilita apreender algo além delas próprias. Paradoxalmente, a impressão de amplitude e diversidade fica mais nítida à medida que essas características se fazem menos apreensíveis. O clima geral é festivo, deslumbrado e ordeiro. A sensação de segurança predomina, inclusive nas regiões

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  • rio-2016

    Uma Olimpíada na minha vida

    É essencial torcer também pela luta do dia-a-dia que impulsiona a maioria da população brasileira em uma corrida por casa, saúde e educação de qualidade  por Jorge Luiz Souto Maior – publicado originalmente na Agência Carta Maior Até onde minha memória alcança sempre fui um esportista. Jogo bola “desde sempre” e até os 21 anos me arrisquei em diversas modalidades. Mesmo sem a

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  • rio-2016 vira-lata

    Em busca da catástrofe olímpica

    por Guilherme Scalzilli Tenho visão em geral positiva sobre megaeventos esportivos realizados no Brasil. Gosto da experiência e do transe civilizatório que ela provoca. E dou enorme importância aos ganhos educativos, culturais e econômicos do turismo que essas efemérides incentivam. Não acho que faltem problemas, muitíssimo pelo contrário. Refuto certas críticas por causa dos seus argumentos frágeis, omissos e distorcidos. Aconteceu na Copa e, de

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  • timothy leary biografia

    E as cinzas de Timothy Leary nos saúdam do espaço

    por Fernando do Valle “O homem mais perigoso da América”, foi assim que o ex-presidente dos Estados Unidos Richard Nixon chamou o professor, escritor e psicólogo Timothy Leary pela influência psicodélica de seu trabalho sobre o uso terapêutico do LSD na juventude americana dos anos 60 . Há 20 anos (31 de maio de 1996), Leary morreu aos 76 anos de câncer de próstata,

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