• #nãofoiacidente

    A mineração e os eco-chatos

    por Elaine Tavares Desde muito tempo temos ouvido essa “acusação” quando alguém se levanta em luta pelo equilíbrio ambiental: eco-chatos, inimigos do progresso, uma gente chata que não quer ver o desenvolvimento da nação. Hoje, com a nação perplexa diante da tragédia que se abateu sobre a vida em Minas, se faz mais do que necessário rever esse conceito. Qualquer pessoa que tenha

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  • mobilidade urbana

    Estacionamentos – mais que um paradigma da mobilidade urbana

    por Albenísio Fonseca Com as áreas para estacionamentos ocupando espaços valiosos das cidades, afetando de forma negativa o planejamento urbano, a crise da mobilidade vivida nas capitais brasileiras tem um dos mais dramáticos exemplos em Salvador. A questão torna visível, também, a desigualdade social em meio à disputa pela oferta de vagas, envolvendo a exploração do serviço pela iniciativa privada ou pela Municipalidade, nas zonas azuis, através

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  • A nova escravidão

    por Elaine Tavares Sempre que se fala em escravidão, vem à mente a cena do negro, acorrentado, vindo para a América nos navios negreiros do século 17 e 18. Naqueles dias, durante o processo de invasão e dominação dos territórios africanos e americanos, esse era o grande negócio. Usar as pessoas como mão de obra barata para a acumulação de riqueza. Portugal e

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  • #PEC215Não

    A luta contra a PEC 215

    por Elaine Tavares – no IELA No sistema capitalista de produção a humanidade só tem sentido se estiver a serviço das coisas. Da mesma forma, os trabalhadores em geral só são considerados como produtores de coisas que, por sua vez, farão a riqueza daqueles que são os donos dos meios de produção. A vida da pessoa que produz coisas para os donos das empresas

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  • angeli o idiota

    O idiota não tem dúvidas

    por Fernando do Valle O idiota quer matar bandido, petista, imigrante, índio, “tudo aquilo que não presta”, como disse um deputado gaúcho, idiota de alta patente. O idiota acredita no patrão, no apresentador celerado da televisão e até no patinho da FIESP. O idiota acredita que “todo político rouba”, outro dia estacionou na vaga de idoso no banco, “era rapidinho”. O idiota não

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  • guarani kaiowá mato grosso do sul

    A dolorosa resistência dos Guarani Kaiowá

    por Elaine Tavares Outro dia vi o vídeo no qual uma fazendeira do Mato Grosso do Sul dizia que eles eram os donos daquelas terras porque foram os “desbravadores”. Estranhei o depoimento, pois, ali, naquela fala, ela mesma afirmava que seus antepassados foram os que conquistaram a área para que, naqueles longínquos dias, pudessem levantar suas casas e iniciar suas lavouras. O que,

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  • refugiados oriente médio

    Um mundo opaco e um grito de dor

    por Elaine Tavares De fato, por aqui, pelo menos por agora, não vivemos uma guerra de verdade, com bombas explodindo casas e gente matando gente sem qualquer razão plausível.  Mas, é certo que nesse nosso mundo estranho, das grandes cidades, temos muitos espaços em que a violência institucional é pão comido, realidade cotidiana, tão cruel quanto a realidade de uma guerra. As balas

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  • classe média hábitos

    Comunicado urgente à classe média: não há vagas na FIESP

    por Fernando do Valle Quando adolescente nos anos 80, era tomado por indignação com a paisagem cotidiana nos finais de tarde das avenidas da Zona Sul de São Paulo em que trabalhadores voltavam à periferia no final da tarde pendurados na porta ou na parte externa dos ônibus. Várias vezes, abordei o assunto em ambientes de classe média, a maioria não se importava,

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  • cuba

    Rápidas impressões sobre Cuba

    por Cid Benjamin Como alguns sabem, visitei Cuba durante uma semana, com mais nove amigos: Milton Temer, Alfredinho do Bip-Bip, Paulo Passarinho e seu filho Pedro, Mário de Oliveira, Vitor Iório, João Pimental (o Janjão), Zé Paulo e Carlinhos Siuffo (o Baiano). Ouvimos muita música, tomamos mojito, provamos a boa cerveja local, discutimos bastante política, aprendemos em conversa com os cubanos e apreciamos

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  • Os povos “chicos”

    Sim, eu tive a sorte de nascer na fronteira. Argentina e Uruguai, também mátrias. Desde bebezinho ouvindo a língua espanhola e as histórias da gente da Banda Oriental. Não podia ser outra coisa pra uma mulher nascida nas terras brasileiras, mas eivada de latinidade. E foi por essa minha especificidade regional que conheci, muito cedo, a poesia de Hamlet Lima Quintana, um argentino

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  • liberdade de imprensa cuba

    Cuba, liberdade de imprensa e a fome

    Após mais de meio século sob bloqueio econômico que lhe cerceia o desenvolvimento, Cuba é uma ilha cercada por pressões políticas, econômicas e midiáticas por todos os lados. No momento em que presenciamos o restabelecimento das relações diplomáticas entre os Estados Unidos, principal inimigo até então, e o regime cubano, vale entender o quanto é fundamental conhecer um objeto, um país, mesmo um projeto

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  • A mulher-seta

    A mulher desce mancando da perna direita de uma Kombi branca. Atrapalha-se com o banquinho de plástico, a placa em forma de seta de quase um metro e o guarda-chuva laranja. Demora alguns minutos para se organizar, o vento está forte e ela tem dificuldade em abrir o guarda-chuva, a calçada esburacada entorta seu banquinho, mas agora ela consegue se ajeitar ali, próxima

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  • política de museus

    Um novo estatuto para os museus

    Uma nova concepção na atuação dos museus, já há alguns anos, vem sendo implementada tanto no Brasil quanto em diversos países.  Dentre as intervenções propostas, destaque-se a que propõe “demolir” a ideia de divisão do mundo da cultura em camadas, assim como a oposição abrupta entre o tradicional e o moderno, o culto, o popular e o massivo. Os museus passam por significativo

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  • jango e kennedy 1963

    O renascimento do Jango antropofágico

    Em Jango uma tragedya, texto teatral de Glauber Rocha de 1974, Jango é devorado pelo povo em ritual antropofágico no carnaval depois de sua morte. O delírio de Glauber embute o desejo do renascimento de um novo Jango, de corpo fechado para enfrentar os Antonios das Mortes, jagunço icônico do cineasta, que o derrubaram nos idos de 1964, e continuam à espreita. Para entender nossa

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  • Bijuteria, a joia da crise

    Por que num tempo de crise, o fascínio pelo supérfluo ganha tanta prioridade quanto o essencial, a vaidade sendo saciada, ainda que isso corresponda ao empobrecimento da mesa?  A crise superlotou as ruas das grandes capitais brasileiras com camelôs que vendem de tudo ou quase tudo, desde relógios digitais (o tempo descartável) a inúmeras formas de utensílios e quinquilharias, consolidando o “salve-se quem puder”

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  • 8 de março dia da mulher

    Com o desejo na alma

    As tigresas estão à solta. Com o olhar carregado da mais sutil sedução e os lábios pintados com luminosidade de néon, elas atravessam as vitrines da cidade. Cabelos esvoaçantes sob o sol do anúncio do verão, a provocação caminha com elas. Unhas de gata, sem nenhuma ameaça, o tempo parece estar sob o seu inteiro dispor. O imaginário da mulher contemporânea não envolve

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  • 10 de fevereiro reacionários foto 2

    O cordão dos hipócritas

    Ele adora repetir a piada que a única saída para o Brasil é o aeroporto em festinhas em bufê infantil, pior, consegue risadas da maioria. Outro dia proibiu sua empregada doméstica de comer seus queijos importados na geladeira. Ele sempre avisa Rose, esse é o nome da empregada, que se ela manchar suas camisas azuis importadas com gola branca vai descontar de seu

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  • quadro de Oswald de Andrade

    Chamada a cobrar de 50 centavos para Oswald de Andrade

    No início deste ano 459 do calendário antropofágico, escrevo para Oswald de Andrade aqui de sua calorenta São Paulo em que “sibaristas continuam em sua farra ora em palácio no Jardim América ora no de Campos do Jordão, e têm garantida uma poltrona no céu”. Chegamos à soma de 459 contando a partir de 1556, quando o primeiro bispo brasileiro, o Sardinha, foi

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  • 60 anos rock and roll

    60 anos e o rock’n’roll fica sex

    Ora, quem diria, o eterno e atemporal rock and roll ficou sex. Sim, sexagenário. Ainda que várias incursões anteriores criassem as matrizes desse gênero musical que transformaria a cabeça e o corpo da juventude desde o final dos anos 40 – filho que é do pós-II Guerra – é a partir de 1954, com o surgimento de Elvis Presley, que o rock invade

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  • 22 de outubro consituiçao de 88 voto foto 2

    Soci@lismo 2.0 e a história do voto no Brasil

    Socialismo 2.o -Mesmo sob a necessidade de continuarmos a nos debruçar sobre o velho Karl Marx, criador da mais influente análise político-econômica que moldou as relações sociais no século XX, a Internet consolida o antigo e utópico sonho marxista do socialismo em escala global. Mas trata-se do “Socialismo 2.0”. A tese, com base no colaboracionismo instaurado na rede mundial de computadores, foi criada pelo

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  • charge angeli marketing político

    Sob o manto do marketing político

    A sociedade do espetáculo, mesmo na era do capitalismo cognitivo, vive sob o imperativo da mercadoria. Um fascinante universo em que tudo tende a se converter em produto. Quem opera na área de marketing sabe o quanto a eficácia de um produto está diretamente relacionada, mais que à sua utilidade ou ao seu conteúdo (porque existem diversos similares concorrendo entre si), à forma

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