Orson Welles e seus extraterrestres

 

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Em 30 de outubro de 1938, cerca de um milhão de americanos acreditou que o país tinha sido subjugado por alienígenas. Em algumas cidades como São Francisco e Nova Jersey, as linhas telefônicas ficaram sobrecarregadas, os congestionamentos tomaram às ruas e muitos saíram de suas casas com toalhas cobrindo os rostos para se protegerem dos gases venenosos dos ‘invasores’.

O responsável pelo pânico foi o diretor de cinema e ator Orson Welles, na época com apenas 23 anos. No início de sua carreira como ator, o jovem Welles narrou por cerca de uma hora pela rádio CBS uma adaptação do clássico da ficção científica, A Guerra dos Mundos, lançado pelo escritor H.G. Wells em 1898.

O jovem Welles
O jovem Welles

No livro, os marcianos invadem a Terra com naves assassinas sobre tripés que disparam raios carbonizadores sobre os seres humanos. O livro já foi adaptado algumas vezes para o cinema. A última foi em 2005, com Tom Cruise no papel principal.

O britânico H.G. Wells foi jornalista, escritor e professor e um dos precursores da ficção científica. Além de Guerra dos Mundos, escreveu clássicos do gênero como A Máquina do Tempo (1895) e A Ilha do Doutor Moreau (1896). Morreu em Londres em 1946 aos 79 anos.

Ilustração do brasileiro Henrique Alvim Corrêa para a edição belga de "A Guerra dos Mundos", de 1909
Ilustração do brasileiro Henrique Alvim Corrêa para a edição belga de “A Guerra dos Mundos”, de 1909

 

O pedido de desculpas de Welles

Na manhã seguinte, no dia 31, o jornal The New York Daily News relatou o estrago: “cenas inacreditáveis de terror em Nova Iorque, Nova Jersey e São Francisco. Quinze pessoas foram internadas em estado de choque e uma mulher chegou a tentar o suicídio na cidade de Pittsburgh”.

A interpretação dramática que Welles deu ao texto aumentou a verossimilhança da ficção ao vivo. A audiência estimada da transmissão foi de 6 milhões de ouvintes. O episódio nunca chegou a ofuscar a carreira cinematográfica de Welles. Apenas 3 anos depois do episódio, Welles lançou um dos maiores clássicos do cinema, Cidadão Kane (1941). O cineasta ainda realizou filmes emblemáticos como Macbeth, Reinado de Sangue (1948) e A Marca da Maldade (1958).

Fonte usada: Mashable

Sou blogueiro, jornalista e criador de conteúdo. Pai de Lorena, santista e obcecado por literatura, cinema, música e política.

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