• Curta na curva – Veja mente

    Carta na manga Em segunda semana seguida na Carta Capital, Mino Carta aponta sua metralhadora giratória em direção à revista Veja.  O jornal dos Marinho agora também recebe chumbo grosso, após editorial em defesa da revista da Abril: “Roberto Civita não é Rupert Murdoch”  Em aperitivo, Mino diz: “os barões midiáticos detestam-se cordialmente uns aos outros, mas a ameaça comum, ou o simples

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  • Paixão, carimbó e desmatamento

    A violência e a paixão sempre tiram os personagens dos filmes de Beto Brant do prumo. Não é diferente no novo filme do diretor, Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios, nos cinemas. Desta vez, Cauby (Gustavo Machado), fotógrafo nos cafundós do Pará, encontra a loucura e uma certa epifania em Lavínia, interpretada magistralmente por Camila Pitanga, tudo regado a florestas

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  • De Chirico e a melancolia nas cidades

    Se a melancolia do cineasta dinamarquês Lars von Trier materializa-se em um planeta que se chocará com a Terra, a  melancolia de De Chirico penetra na arquitetura das cidades. O pintor de origem grega desconstrói a cidade, lugar de inadequação do homem, em busca desesperada de solidão e silêncio. Mais caótica e criativa do que nunca, São Paulo e o seu MASP são

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  • Ginsberg e os esqueletos

    Um ano antes de morrer (1996), o poeta norte-americano Allen Ginsberg reuniu Paul Mc Cartney na guitarra e bateria, Philip Glass nos teclados e o baixista da banda de Patti Smith, Leny Kaye, para gravar a adaptação musical de seu poema A balada dos esqueletos. Allen Ginsberg nasceu em 3 de junho de 1926 em Newark, Nova Jersey e morreu em 5 de

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  • Louco é quem me diz

    ” É absurdo que eles me achem louco. Logo eu, que sou a pessoa mais santa e idealista desse mundo desvairado de hoje. Os verdadeiros santos eles consideram loucos, eles é que são loucos. Um doido me bate a carteira e eu acabo enfiado numa camisole de force por não ter sido suficientemente amoral. Os padres vêm ajudar esses insetos perdoando tudo na

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  • Dois médicos loucos e a histérica

    Para Cronenberg, o ser humano constitui-se basicamente de secreções e vísceras sob o comando de um cérebro perturbado. Esse todo esquisito sempre busca o sexo. Em seu mergulho nas origens da psicanálise, a personagem principal do novo filme do cineasta canadense, Um Método Perigoso, sofre de graves problemas sexuais e se contorce em caras e bocas em busca de ajuda. A histérica aspirante

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  • Deus também usa SMS

    Todos os dias pela manhã, recebo salmos da Bíblia em formato SMS em meu celular. Malaquias 2, 12; Hebreus, 3, 12; Jeremias 29, 11, e por aí vai . Catequização via operadora. Curioso, ligo para o celular que envia as mensagens e caixa postal direto: “sua mensagem será encaminhada à caixa postal e estará sujeita à cobrança após o sinal. Essa é a

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  • O paulistano

    O paulistano conforma-se com quase tudo. O paulistano vota errado. O paulistano sempre reclama do trânsito. O paulistano mora aqui para ganhar dinheiro. O  paulistano sonha em abrir uma pousada na praia. O paulistano envergonha-se de sua cidade. O paulistano escuta trovão e pensa em congestionamento. O paulistano adora a avenida Paulista. O paulistano conta os minutos para tomar sua cerveja no final

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  • Fonseca romântico

    Garoto idiossincrático esse José. Do mundo dos livros tira o alimento para sua realidade. A Paris de vielas estreitas transforma-se no mundo ‘real’ em que vive seus primeiros oito anos de vida, a lembrança da rotina na pequena e ‘irreal’ cidade mineira é nebulosa e episódica. Em tenra idade, lá pelos 9, já no Rio de Janeiro, José começa a deliciar-se com o

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  • Farra muito doida por Fausto Wolff

    (…) Como é bom, Entre o tanto e o que jamais Chegou a existir, Estar aqui. Quase terra, quase pranto, quase nada. Ser e existir assim desse jeito camarada Que abraça o tudo e o nada. Não dá pé (…) Estás no meio da onda, Companheiro. E é aí, Entre a escuridão e o sol, Que as coisas se explicam. Entre a atração

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  • Aperceba-se

    “É para o mundo exterior, que abrimos os olhos todas as manhãs, é nele que, de bom ou mau grado, temos de procurar viver. No mundo interior, não há trabalho nem monotonia. Visitamo-lo apenas em sonhos e devaneios, e sua singularidade é tal que nunca encontramos o mesmo mundo em duas ocasiões sucessivas” Aldous Huxley in As portas da percepção  

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  • O presente burocrático

    Papai Noel sentado no meio da Paulista, árvore gigante no Ibirapuera, o contagiante e irritante espírito natalino aportou em Sampa. Molharam o Gizmo. A lista de caixinhas multiplica-se como gremlins, do entregador de jornal, dos funcionários do prédio, do estacionamento, dos lixeiros, algumas de origem insólita. Distribuição de renda by Santa Claus. Todos ganham um por fora. Pelos quatro cantos, a pergunta que

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  • João do Rio e o jornalismo

    “Para ser jornalista, em qualquer parte do mundo civilizado, é preciso ter vocação e prática. Já se dispensa o bom senso, como se dispensa o estilo e a impertinente gramática. Aqui não há estilo, não há gramática, não há prática, não há bom senso, não há vocação. Um pequeno estudante, naturalmente poeta, tem uma crise monetária. A revisão incomoda-o. É difícil emendar o

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  • O monstro Mercado

    Mercado vive há décadas nos esgotos de Wall Street. Alimenta-se diariamente de esperança e miséria. Durante um mês por ano, passa férias no parque construído especialmente para seu descanso nas Ilhas Cayman. Dentro de seu duro coração, há espaço para saudades de aliados de primeira hora como a família Bush e Margaret Thatcher. Época em que ele escalava tranqüilo as torres do WTC

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  • O movimento punk nunca há de morrer

    Com edição nervosa, o documentário Botinada, a origem do punk no Brasil, com direção da ex-cara roqueira da MTV, Gastão Moreira, relembra as histórias e tretas do punk no final dos anos 70 e início dos 80. O início já surpreende. Abrem-se as cortinas com frase de Chico Buarque (isso mesmo!), o ícone da MPB soltou na época: “se o punk é o

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  • Curtas na curva

    Mico ano II? Depois do papelão do SWU no ano passado com Zack de la Rocha do Rage mudo por minutos em pleno palco e o público tratado como gado sem capim/comida no meio do mato/plateia (leia http://tinyurl.com/8ybw9s7), o ECAD (vá lá, entidade não muito confiável) afirma que a produtora responsável pelo SWU deve mais de 1 milhão de reais de direitos autorais

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  • Estudante tem mais que protestar

    Maconha expande sua mente. Mantra usado e abusado durante 40 anos por muitos. Após a almejada e nem sempre alcançada expansão, a mente deve  buscar objetivos senão claros, a concretude de sonhos e desejos. Ou, ao menos, trazer para o cotidiano comportamentos ou temas fora da ordem estabelecida nos campos da cultura, política ou no combate a preconceitos, hipocrisias.   Quando o objetivo

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