• Ucrânia: o jornalismo precisa fazer uma autocrítica

    Nós, jornalistas, precisamos fazer uma dolorosa autocrítica. Acabamos participantes da construção de uma narrativa sobre a guerra na Ucrânia que está nos levando a uma crise mundial, cujo desfecho é uma gigantesca incógnita, onde apenas uma coisa é certa: o número de perdedores poderá ser muitíssimo maior do que o de ganhadores. Como jornalistas, selecionamos, formatamos e publicamos dados, fatos e eventos sobre

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  • Não há meia democracia

    Na democracia, assim como na gravidez feminina, não há meio termo. Não há meia democracia. É ou não é. Assume-se ou rejeita-se. Mas a imprensa parece ignorar esse fato e tenta conviver com um governo que adota princípios que negam na prática o compromisso democrático. A indefinição é o grande dilema da mídia brasileira às vésperas de um pleito que vai definir o

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  • bomba nuclear risco

    Relógio do Apocalipse indica risco nuclear recorde

    Relógio do apocalipse – Os ponteiros do simbólico relógio, criado há 75 anos (1947) para medir o perigo de uma guerra nuclear global, mostram que estamos a meros 100 segundos entre o lançamento da primeira bomba atômica e o início de uma retaliação que pode levar à destruição de boa parte do planeta Terra. É apenas a segunda vez na história do relógio que

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  • O jornalismo diante de um “divórcio” complicado

    A relação do jornalismo com as elites políticas e empresariais entrou num período de turbulência em quase todo mundo, sinalizando a possibilidade de ruptura de um modelo vigente há mais de um século na imprensa. A turbulência surgiu a partir da divisão entre liberais democráticos e conservadores autoritários nas várias esferas do poder bem como no mundo corporativo. O caso brasileiro permite visualizar

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  • Jornalismo eleitoral: mais do que só notícias

    A previsível avalanche de notícias falsas e o fenômeno das “narrativas” marcam o início de uma campanha eleitoral que deve obrigar o jornalismo a uma difícil escolha e até influenciar o futuro da profissão. Trata-se da opção entre desconstruir a agenda eleitoral para que o público descubra o que não está sendo dito e mostrado; ou afogar o eleitorado num mar de notícias,

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  • O jornalismo atual usa rótulos velhos para uma nova realidade

    O jornalismo brasileiro precisa se dar conta de que está usando rótulos velhos para tentar identificar ou descrever novas situações e personagens políticos. Trata-se de uma prática que se automatizou na rotina diária do jornalismo e que começa agora a esbarrar na complexidade do nosso cotidiano neste início da era digital. A lista de exemplos é grande, mas alguns rótulos aparecem com mais frequência

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  • O caso El País e a reinvenção do jornalismo

    Reinvenção do jornalismo – O fechamento da edição brasileira do jornal espanhol El País recoloca em evidência a inevitabilidade de uma reinvenção do jornalismo e reforça os indícios de que a revisão do modelo atual da imprensa precisa começar pela recuperação das publicações locais na maioria das cidades no Brasil e no mundo. O fim do El País brasileiro mostra como jornais enfrentam uma enorme dificuldade

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  • Facebook: uma autocracia encurralada

    O Facebook é a maior autocracia (*) do mundo, com nada menos do que quase três bilhões de membros. Mas apesar deste poder inédito na história humana, o império criado por Mark Zuckerberg virou alvo de uma coalizão heterogênea de interesses políticos, comerciais, ideológicos e culturais aglutinados de forma aleatória a partir das mudanças provocadas pela chegada da era digital. O cerco à autocracia liderada

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  • CPI da Covid explode a bolha de silêncio criada pelo governo

    Bolhas na internet -O relatório final da CPI da Covid ainda não foi concluído, mas um resultado já é visível por todos: a bolha de silêncio que nos impedia de ver o que estava sendo tramado pelos negacionistas da pandemia simplesmente explodiu. Conhecemos agora os detalhes de como o Kit Covid encobriu um vasto plano envolvendo ministros, altos funcionários públicos, políticos, empresários, hospitais

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  • A estratégia de dúvida no noticiário político: uma armadilha para o jornalismo

    O jornalismo vive um complexo dilema profissional e corporativo ao enfrentar a chamada “estratégia da dúvida informativa”, um recurso usado com frequência cada vez maior por grupos políticos em luta pelo poder na sociedade contemporânea. A dimensão do desafio pode parecer exagerada, mas ele atinge em cheio a credibilidade das mídias, logo o coração do jornalismo. Espalhar incertezas é uma velha tática de

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  • grande mídia eua

    Era pós Trump põe a imprensa diante de novos desafios editoriais

    Ressaca informativa – A surpreendente derrubada dos índices de audiência dos telejornais norte-americanos depois da derrota do ultraconservador Donald Trump, nas eleições do ano passado, revelou uma espécie de ressaca informativa que está sendo interpretada como sintoma de um divórcio entre o público e a imprensa sobre o noticiário político. O colunista Ben Smith, do jornal The New York Times, chegou a anunciar

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  • jornalismo digital

    Jornalismo e imprensa não são sinônimos

    Para a maioria dos jornalistas, uma afirmação como esta soa como um paradoxo ou, no mínimo, uma heresia. Mas agora, na era do jornalismo digitalizado, ela corresponde a uma realidade que aos poucos começa a se tornar mais clara. A principal consequência da diferenciação entre jornalismo e imprensa está na separação entre produção de notícias (uma profissão) e a comercialização da notícia (um

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  • O leitor não é um penduricalho dos blogs

    Acho que já está na hora de vocês leitores opinarem de forma mais efetiva sobre o que vai acontecer com o jornalismo e com a imprensa daqui para frente. A profissão e o negócio da notícia estão mudando por causa da internet e isto afeta todos os que consomem informações, ou seja, praticamente os quase 7,8 bilhões de habitantes do planeta Terra. Os

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  • Ainda é possível acreditar na isenção do jornalismo?

    O jornalismo nunca foi e nem pode ser 100% isento ao produzir uma notícia. A afirmação pode chocar muita gente, inclusive profissionais do jornalismo, mas ela espelha uma realidade que raramente é levada em conta no julgamento de uma informação. Isto porque o uso de processos digitais no jornalismo relativizou o conceito de isenção permitindo uma maior diversificação nas notícias, o que ampliou

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  • O jornalismo vive o conflito entre novas tecnologias e velhos valores

    A popularização frenética das novas tecnologias digitais na comunicação tornou necessária e urgente uma mudança profunda nos valores que orientam o exercício do jornalismo nos últimos dois séculos. É toda uma cultura profissional consolidada durante quase dois séculos que está sendo submetida a um tratamento de choque. As redações não se discute mais se o computador é melhor ou pior do que a

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  • JORNALISMO DIGITAL

    Quanto mais informação, mais dúvidas

    Este é o grande paradoxo enfrentado que todos nós começamos a vivenciar na era digital quando nos defrontamos com uma avalanche de versões contraditórias sempre que a imprensa aborda um tema complexo, como por exemplo, a reforma da previdência ou na crise na Amazônia. É um fenômeno que contraria nossa maneira de ver a informação e sinaliza um profundo desajuste em todo o

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  • fake news definição

    O discurso jornalístico e as fake news

    Desde 2016, a discussão sobre as notícias falsas (fake news) monopolizou, em todo mundo, a atenção dos profissionais da imprensa e do público, mas agora começamos a nos dar conta que elas não são o maior problema enfrentado pelo jornalismo. As fake news são apenas um componente do chamado discurso, ou narrativa jornalística, que é o principal responsável pela formação da opinião pública. O discurso

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  • Jornalismo para ou com o leitor?

    A dúvida põe em evidência uma das mais radicais transformações pelas quais passam o jornalismo, a indústria da informação e o conjunto de leitores, telespectadores e ouvintes consumidores de notícias. Assistimos a passagem de uma era da informação produzida para as pessoas para outra onde a notícia resulta de uma colaboração entre jornalistas e o público. Há mais de três séculos predomina no

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  • As armadilhas ocultas na narrativa jornalística online

    Narrativa jornalística – Nós ainda não estamos plenamente conscientes e acostumados com uma mudança que altera radicalmente nossa forma de lidar com notícias. Hoje, as narrativas, ou o que muitos chamam de versões, são mais importantes do que os fatos quando se trata de condicionar percepções e opiniões alheias. Narrativa é a forma pela qual os fatos são organizados e apresentados, seguindo uma

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  • O desafiador surgimento do “quinto poder” na política nacional

    Quinto poder – Até agora as redes sociais eram vistas apenas como um território sem lei onde predominavam a fofoca, os boatos, as fake news e as diatribes pessoais. Mas, desde as eleições do ano passado, e principalmente depois da posse do capitão aposentado Jair Bolsonaro, redes como Facebook, Twitter, YouTube e WhatsApp passaram a ser também o espaço para o exercício do

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  • Os muitos dilemas da imprensa no governo Bolsonaro

    A imprensa brasileira tem uma longa tradição de acomodamento com regimes conservadores, mas a relação com o governo Bolsonaro vai incluir a possibilidade de surpresas desagradáveis por conta da aberta simpatia do novo presidente pelo uso do Twitter como forma de se comunicar diretamente com o público. A exemplo do presidente norte-americano Donald Trump, Bolsonaro está quebrando a velha dependência de chefes de governos em

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