• artista jaider esbell

    Floresta em pé, o fascismo e o PL 490 no chão

    “Não havia mais ninguém lá. Dera tangolomângolo na tribo Tapanhumas e os filhos dela se acabaram de um em um. Não havia mais ninguém lá”. (Mario de Andrade no livro Macunaíma) Jaider Esbell vive!  – Na noite do último dia 2 de novembro, soube da morte do artista plástico e ativista indígena Jaider Esbell, 41 anos, encontrado sem vida numa pousada em Juquehy,

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  • O rabo que abana o cão

    Vivemos uma conjuntura social e política anacrônica onde os acontecimentos se sucedem entre espasmos de hipocrisias, preconceitos, ódios e o fascismo descarado de uma elite – desculpe-me –, de uma burguesia liberal que emoldura e transforma o Estado numa distopia amorfa. Nesse caso, o Estado enquanto entidade ficcional jurídica é a representação de um país totalmente disforme, distorcido de institucionalidade, soberania e à

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  • jon kent gay

    Beijo bi do super-homem atualiza o mito

    “Quem sabe o Super Homem venha nos restituir a glória Mudando como um Deus o curso da história Por causa da mulher”. (Gilberto Gil em Super-homem (A canção)) Jon Kent – A proximidade do beijo homoafetivo do Super-homem não tornará o mundo mais suscetível, mas poderá torná-lo mais próximo da humanidade ou pelo menos, espero, congele a gravidade da Terra por um breve

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  • fome brasil

    Tá osso!

    “Coitado, morrera na areia do rio, onde haviam descansado, à beira de uma poça: a fome apertara demais os retirantes e por ali não existia sinal de comida” (Graciliano Ramos em Vidas Secas)   A fome não é um evento natural, um lance do acaso, não é incidental, alhures: a fome é um projeto de governo, uma estratégia propositada de poder, de aprofundamento

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  • Centenário de Zé Kéti

    “Podem me prender / Podem me bater Podem, até deixar-me sem comer / Que eu não mudo de opinião …Se não tem água, eu furo um poço Se não tem carne, eu compro um osso” (Zé Kéti em Opinião)   Zé Kéti é um dos mais autênticos representantes de uma genealogia de sambistas que deram à música popular brasileira, pela sublime sofisticação poética e melódica (aliada

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  • Mil dias de destruição e mortes

    Desgoverno – A ridicularização do desgoverno Bolsonaro completa mil dias de trevas, resumidos em vagabundagem explícita, indolência, ausência de um plano de governo, cercado pela indigência intelectual e incompetência de espertalhões, pela corrupção de uma matilha de negacionistas evangélicos e uma súcia de militares ineptos, medíocres e aproveitadores de vantagens e privilégios. – Responsável por quase 600 mil mortes (600 mortes diárias em

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  • “Vai trabalhar, vagabundo!”

    I. O Malandro.  Nos compêndios de economia política, numa sociedade onde o modo de produção capitalista é hegemônico, existem duas classes, dois importantes agentes de produção antagônicos: o capital (que detém os meios de produção) e o trabalho (força laboral dos trabalhadores). Com a intensificação da industrialização nos anos 1930, uma grande massa de trabalhadores migra do campo para a cidade nas áreas urbano-industriais, onde

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  • Título a ser revogado

    Santos, portas abertas ao mar é a “Terra da Liberdade” e o “Berço da Caridade”, como bem assinala o seu brasão, solo natal do patriarca José Bonifácio e Quintino de Lacerda, centro de movimentos abolicionistas, libertários e sindicais. No entanto, sendo um importante centro de convergência dos esforços das referências históricas do passado, é indigna e vergonhosa aos santistas a concessão do título

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  • voto impresso

    Canis et circenses

    Diz o ditado popular que: “a caravana (ou o circo) passa e os cães ladram”. O desfile de carros blindados das Forças Armadas promovido pelo então presidente da República no Palácio do Planalto, além do espetáculo funambulesco e grotesco, serviu somente para demonstrar a fanfarronice nefasta do chefe da nação e baixar ainda mais a imagem dos militares a uma tropa burlesca, histriônica. Diante do

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  • assassinato negro carrefour

    As mortes negras e o Estado racista

    A socos e pontapés às vésperas das comemorações do Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, João Alberto Freitas, um homem negro de 40 anos foi violentamente espancado até à morte por seguranças do Supermercado Carrefour, na zona norte de Porto Alegre. A socos e pontapés, com balas de fuzil ou revólver, nos terrenos baldios ou nos estacionamentos dos shoppings, os negros

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