Leandro Franco aposta em rock e charges para resistir contra o governo

 

O CONVERSA AO VIVO ZONA CURVA do dia 17 de setembro (quinta) contou com a participação do arquiteto, músico e cartunista Leandro Franco. Ele conversou com Fernando do Valle (editor Zonacurva), Luís Lopes (editor Vishows) e o advogado Roberto Lamari sobre rock, arte e o confuso cenário da política brasileira.

Franco lembrou o início da sua carreira como cartunista, aos 17 anos, no jornal Diário de Guarulhos, a inspiração da banda e como foi o processo de criação dos seus trabalhos mais recentes.

Ele contou que sempre gostou de desenhar e que o hábito começou ainda quando era criança. Além disso, relembrou sobre a importância dos cartunistas e a sua função social através da relação com a política. “A charge é sempre para criticar quem está no poder, então o Bolsonaro é um prato cheio para os chargistas. Assunto é o que não falta, mas incomoda muita gente”.

Hoje produz videoclipes para bandas e artistas solo, como o Supla. Em abril de 2019, Leandro Franco foi o vencedor de melhor animação no festival Green Nation Brasil, com o clipe “Deixe em paz o jumento”. O clipe foi inspirado em um cordel, contendo inspirações de memórias da sua infância, e a produção foi para duas artistas e ativistas veganas: Eline Bélier e Maga Lee.

O processo da produção da arte é bastante artesanal, já que o cartunista desenha frame a frame, demorando cerca de 40 dias para finalizar um clipe. Segundo ele, é muito importante contar com artistas famosos porque dá mais visibilidade às suas produções. Além disso, os trabalhos geralmente surgem a partir de um acordo entre o cantor ou a banda e o cartunista, mas que, na maioria das vezes, ele tem liberdade para agir.

Foto: Arquivo Pessoal

Vocalista e baterista da banda “Asteroides Trio”, Franco formou a banda com os outros participantes em 2006 ao participar de um fórum na internet. Com inspiração nas bandas de punk e rock dos anos 50, eles gravam músicas de covers e algumas autorais, como a “Punkabilly – Tributo Rockabilly ao Punk Nacional”, de 2014. Antes da pandemia, a banda participava de festivais como o “Psycho Carnival”.

Leandro contou também sobre as dificuldades da profissão em meio a um governo opressor: “Os artistas são tratados pelo governo como se fossem bandidos. Se pudessem, eles exterminariam todos nós”.

Por não ter muito espaço na mídia, Franco lembra que o rock sempre foi do gueto, apesar de ter contado com temporadas de maior popularidade, como nas décadas 1980 e 1990. Ainda assim, alguns artistas de direita ganham visibilidade, mas o vocalista lembra que há muitos ativistas do rock que lutam por melhorias das pautas sociais: “Tem que saber separar quem é quem, porque apesar deles, de direita, aparecerem na mídia, muitos outros não são reaças”.

Colaborou Carolina Raciunas.

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O CONVERSA AO VIVO ZONA CURVA do dia 17 de setembro (quinta) contou com a participação do arquiteto, músico e cartunista Leandro Franco. Ele conversou com Fernando do Valle (editor Zonacurva), Luís Lopes (editor Vishows) e o advogado Roberto Lamari sobre rock, arte e o confuso cenário da política brasileira.
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