Mil dias de destruição e mortes

Desgoverno – A ridicularização do desgoverno Bolsonaro completa mil dias de trevas, resumidos em vagabundagem explícita, indolência, ausência de um plano de governo, cercado pela indigência intelectual e incompetência de espertalhões, pela corrupção de uma matilha de negacionistas evangélicos e uma súcia de militares ineptos, medíocres e aproveitadores de vantagens e privilégios.

– Responsável por quase 600 mil mortes (600 mortes diárias em 1000 dias) causadas pela omissão, o descaso no combate à Covid-19 e por uma política genocida premeditada pelo contágio em massa, contrário às medidas preventivas e vacinação da população.

– Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), são 555.941 focos de queimadas da vegetação natural do país (quase 556 focos diários em 1000 dias). Conforme informações do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) e Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônica (Imazon), foram desmatados 1.606 km² de floresta somente no mês de agosto de 2021 (valor 7% superior do que o registrado em agosto de 2020), equivalente a cinco vezes o tamanho de Belo Horizonte.
O Instituto Nacional da Amazônia (IPAN) informou que 71% das queimadas em imóveis rurais, somente neste ano na Amazônia, ocorreram em manejo agropecuário. O desmatamento por mineração na Amazônia bateu recorde em 2021, com uma área devastada em agosto superior a todo o ano de 2020.
– Segundo relatório “Conflitos no Campo do Brasil/2020”, da Comissão Pastoral da Terra (CPT), o número de grupos indígenas afetados por invasões quadriplicou nestes 1000 dias de governo de destruição nacional. Os registros da CPT dimensionam a gravidade do ataque contra os territórios originários, especialmente a partir de 2019. Nota-se que algumas modalidades de violência, como “invasão” e “grilagem”, sofreram exponencial crescimento.  Somente nos anos 2019/2020, o número total de famílias vítimas de invasões de terras passou de 121.267. Com relação à grilagem é igualmente superlativa, atingindo 34.526 famílias, destas 8.633 são famílias indígenas.
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Mil dias de desgoverno Bolsonaro (Foto: Adriano Machado / Reuters)

– A Anistia Internacional relacionou 32 graves violações aos direitos humanos cometidos pelo então presidente da República desde a sua posse, no documento “1000 dias sem direitos – as violações do governo Bolsonaro” (https://anistia.org.br). Dentre as situações catalogadas está a desastrosa gestão da pandemia, os ataques à liberdade de expressão e à imprensa, discursos antidireitos humanos na ONU, violação de direitos de povos indígenas e outras comunidades tradicionais e violações de direitos humanos na Amazônia, política de segurança pública (aumento do acesso a armamentos) e ameaças ao Estado de Direito.

– Bolsonaro é o presidente mais perdulário, desperdiçador e desocupado na nossa história política, batendo todos os recordes de valores gastos com o cartão corporativo. Em 1000 dias de ociosidade, viagens e esbórnia, os cofres públicos já gastaram R$ 41,7 milhões para custear as despesas palacianas (são R$ 41,7 mil gastos diariamente com cartão corporativo em 1000 dias).

– Mil dias de um governo de aniquilamento do patrimônio público, com números assombrosos de mortes e miséria de brasileiros. Chegamos a 14,7 milhões de pessoas na extrema pobreza, regredimos 15 anos em 1000 dias, com a fome se alastrando pelo país. A última pesquisa que compõe o Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar, da Rede Brasileira de Pesquisa e Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Pessan – https://pesquisassan.net.br/), mostra que quase 116,8 milhões de brasileiros não se alimentam com qualidade e quantidade suficientes. Desses, 43,4 milhões (20,5% da população) têm alimentação insuficiente, com insegurança alimentar moderada ou grave e 19,1 milhões de famintos (9% da população) com insegurança alimentar muito grave.

Além disso, são 1000 dias de desgoverno com 14,4 milhões de brasileiros desempregados, 19,1 milhões de famintos e quase 600 mil mortos por Covid-19, com uma cesta básica que subiu 34% nos últimos 12 meses, o aumento da gasolina e derivados como o gás de cozinha e uma política energética desastrosa com o risco de apagões até dezembro.

Esses 1000 dias representam legado desastroso para o país, um milicianato com endosso militar bolsonarista, tornando o Brasil mais pobre, faminto e degradado, como nos desesperadores tempos de ditadura militar. Mil dias de escárnio, de pilhagem e destruição de bens públicos e direitos trabalhistas e previdenciários (com a participação de banqueiros, elites empresariais e grandes meios de comunicação).

Os responsáveis por toda a dor, fome, sangue derramado e as mortes devem ser punidos!

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1000 dias de destruição e mortes
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1000 dias de destruição e mortes
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A ridicularização do desgoverno Bolsonaro completa 1000 dias de trevas, resumidos em vagabundagem explícita, indolência, ausência de um plano de governo, cercado pela indigência intelectual e incompetência de espertalhões, pela corrupção de uma matilha de negacionistas evangélicos e uma súcia de militares ineptos, medíocres e aproveitadores de vantagens e privilégios.
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